Queda de placa no Morumbi gera ação contra São Paulo e Conmebol

Um grave acidente ocorrido no Estádio do Morumbi, em São Paulo, durante partida da Copa Libertadores em 15 de maio de 2025, resultou em ferimentos severos em um pai e seu filho e motivou o ajuizamento de ação de indenização por danos morais e materiais, com pedido de tutela antecipada de urgência. A ação foi proposta pelo advogado Eduardo Lemos Barbosa, especialista em indenização, contra o São Paulo Futebol Clube e a CONMEBOL, entidades responsáveis pela realização do evento.

O torcedor Ivan Bezerra da Silva estava acompanhado dos filhos, Alexandre Edward Feitosa da Silva e Ryan Gabriel Feitosa da Silva, no setor térreo oeste do estádio, assistindo à partida entre o São Paulo e o Libertad. Durante a comemoração de um gol nos minutos finais, uma placa metálica desprendeu-se da estrutura e caiu diretamente sobre a família.

Segundo a ação, a dinâmica do acidente evidencia extrema violência: em razão do peso e da velocidade da queda, Ivan sofreu fraturas graves no crânio de forma imediata, enquanto o filho Ryan também foi atingido. O episódio, conforme sustentado, demonstra falha na segurança e na manutenção da estrutura do estádio.

Após o impacto, Ivan perdeu a consciência diante dos filhos. Mesmo com a gravidade da situação, não houve socorro imediato. Desesperado, o adolescente Alexandre invadiu o gramado em busca de ajuda. Ainda assim, o atendimento só teria ocorrido após o término da partida. Relatos indicam, inclusive, que o jovem foi contido por funcionários na tentativa de pedir socorro.

Ryan foi encaminhado ao Hospital Campo Limpo com ferimentos e sangramento intenso. Já Ivan, em estado crítico, foi transferido durante a madrugada para o Hospital Israelita Albert Einstein, onde exames confirmaram afundamento craniano, exigindo cirurgia imediata. O quadro foi agravado por complicações respiratórias.

Ivan permaneceu sete dias desacordado e sofreu sequelas permanentes, incluindo limitações motoras, perda de memória, confusão mental e paralisia facial. Em decorrência dos ferimentos, Ivan tornou-se inválido para o exercício de sua profissão de caminhoneiro, ficando impossibilitado de dirigir e de retomar sua atividade profissional. A incapacidade gerou impacto financeiro severo: sem renda, Ivan acumula dívida superior a R$ 130 mil referente ao financiamento de seu caminhão e depende de ajuda de terceiros para sobreviver.

A ação sustenta a responsabilidade objetiva e solidária dos réus, apontando falhas estruturais, ausência de manutenção adequada e deficiência nos protocolos de emergência. Também destaca que o evento era plenamente previsível diante das condições do local.

Com base nesses elementos, o advogado obteve êxito, em caráter de urgência, no pedido de pagamento de pensão mensal e plano de saúde, em razão da incapacidade permanente para o trabalho, o qual foi deferido pela Justiça. O processo segue em tramitação quanto aos demais pedidos, incluindo indenizações por danos morais, materiais e existenciais.

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